quinta-feira, 6 de junho de 2013

Estocolmo é a segunda cidade a anunciar intenções oficiais para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022



Estocolmo,6 de junho de 2013– Uma candidatura sueca para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno de 2022,está provalvelmente no caminho depois que o Comitê Olímpico Sueco alegar que existe apoio positivo para isso,apesar de faltar entusiasmo e apoio do governo local.

"É um sonho de uma Olimpíada para inspirar, atrair mais esportes e uma vida ativa, sobre a obtenção de novas oportunidades para desenvolvendo o esporte", dizia um comunicado do Comitê Olímpico Sueco, que propõe os jogos acontecem na capital sueca, mas com o esqui alpino para será realizada em Äre.

"Mas muito caro a nós mesmos e ao mundo que estamos preparados para investir no futuro, que teremos um clima positivo para o desenvolvimento e que têm a capacidade de convidar orgulhosamente o mundo mostrar."

Presidente do SOK Stefan Lindeberg alegou que a "cidade está pronta " e tem as coisas no lugar para sediar uma Olimpíada, mas ele não tem ideiassobre a forma como o Governo sueco reagiria à idéia.

"O Governo sueco, no passado ceticismo expressado sobre as chances de o país [a hospedagem Olimpíadas de Inverno]", admitiu.

"Mas pode ser uma oportunidade única que temos.

"Vale a pena tentar."


É provável que o governo seja cínico sobre uma candidatura,após o país ter falhado várias vezes e a maioria ser de forma recente.

Estocolmo, que sediou uma Olimpíada, em 1912, foi candidata para os Jogos Olímpicos de Verão de 2004, mas foi derrotada por Atenas na última rodada, enquanto que os Jogos de Inverno tiveram candidaturas de Gotemburgo, em 1984, Falun em 1988 e 1992 e Östersund em 1998 e 2002, nenhuma conseguiu conquistar ao COI.

Depois dessa sequências de derrotas, o Governo sueco sentiu as derrotas e disse que achou bicicleta ou de ônibus para ver um futuro Jogos Olímpicos na Suécia.

"Eu não vejo as possibilidades",admitiu a ministra dos Esportes, Lena Adelsohn-Roth admitiu na época.

"Precisa-se de ônibus ou bicicletas para um país do tamanho da Suécia."

No entanto, Lindenberg foi rápido para anular qualquer negatividade sobre aceitar uma nova proposta e explicou que Sóchi, a sede russa dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno de 2014, serve como um exemplo perfeito de que a construção de jogos a partir do zero pode ser feito com sucesso....


"Os Jogos Olímpicos de Inverno tem crescido ao longo dos anos e Östersund não daria conta", disse ele.

"Mas nós não iria deixar de ir ao sonho de uma Olimpíada e, em seguida, essa ideia cresceu.

As Olímpiadas na Suécia deverão custar entre SEK 15-20 bilhões (R$ 4,5 a 6,8 bilhões).Comparados  a Sóchi que custarão SEK 300 bilhões (
R$ 48 bilhões).

"Sóchi é um dos nossos melhores argumentos, todo mundo sabe como os custos de terem sido aumentados”

"Eles não tinham nada e tiveram que construir tudo do zero.

"Estocolmo,já tem tudo.

"Temos uma infraestrutura existente, boas ligações de transportes e grande capacidade de hotel.

"Temos dois novos grandes espaços que podem ser usados
​​ posteriormente”

"O grande investimento é uma Vila Olímpica.

"Mas, em seguida, será feita de tal forma que pudesse ser residencial ou alojamento estudantil depois."

O SOK convidou suas federações desportivas nacionais para uma reunião especial para discutir a proposta em Estocolmo, em 24 de junho.

Caso Estocolmo avance em sua postulação terá uma rival escandinava ,a norueguesa Oslo, cuja proposta foi apoiada pela Câmara Municipal de ontem, mas ainda enfrenta um referendo público sobre os planos em setembro.

As idades têm até o dia 14/11 para anunciar suas intenções.A escolha da cidade-sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022,será em 2015,na Malásia.


Traduzido do insidethegames.biz

Brasil enviará delegação para 22 esportes na Uníversiada de Kazan



No mês de julho, a cidade russa de Kazan irá receber milhares de jovens atletas de todo mundo para a 27ª edição da Universíada de Verão. E o Brasil estará presente na disputa por medalhas em 22 dos 27 esportes. A Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU) iniciou a convocação dos atletas e comissões técnicas que irão representar o país na Universíada de Verão de e 2013, de 06 a 17/07. Entre eles, jovens promessas do esporte brasileiro com medalhas e participações em Olimpíadas e Mundiais.

Arthur Zanetti, da ginástica artística; Ketleyn Quadros, do judô; Ronald Julião, Ademir da Silva Jr., Caio Bonfim, Guilherme Cobbo e Jonathan Henrique, do atletismo; Guilherme Toldo e Renzo Agresta, da esgrima; Jaqueline Ferreira, do levantamento de peso; e Nicolas de Oliveira, da natação, são alguns dos destaques da delegação brasileira na Universiada 2013 que disputaram os Jogos Olímpicos de Londres 2012.

Depois do ouro em Shenzhen-2011, e do campeonato olímpico em Londres-2012,Arthur Zanetti encara mais uma Universíada "É um torneio bastante similar às Olimpíadas, com Vila Universitária e nível técnico alto, porque a maioria dos atletas que estão na Universíada competem em Mundiais e Jogos Olímpicos. Será minha terceira Universiade e vou fazer meu melhor", destacou Arthur, aluno de Educação Física da USCS, em Caetano do Sul (SP).

Já a judoca brasiliense Ketleyn Quadros, primeira judoca brasileira a conquistar uma medalha em olimpíadas em Beijing-2008, fará sua estreia na competição universitária. "Estou muita animada e curiosa, imaginando como será esta estreia já que nunca participei de uma Universíada Fico perguntando para as pessoas que já foram como é e sempre tenho boas notícias. Sei que além de uma competição grandiosa tem atletas fortíssimos. Estou tranquila, treinando muito e pensamento positivo", conta Ketleyn. 

Outros atletas estão de volta à Universíada e querem, de novo, subir ao pódio. Ronald Julião, bronze no lançamento de disco, em Shenzhen 2011; o judoca David Moura, bronze na China, categoria absoluto.Também estará retornando o time de vôlei feminino que foi campeão em Shenzhen 2011,comando por Hélio Griner .
“Esperamos mais uma vez, com apoio do COB, Ministério do Esporte e confederações especializadas, representar bem o Brasil, mostrando a força do desporto universitário nacional e proporcionando experiência de grandes competições a estes jovens atletas, já visando as Olimpíadas do Rio 2016”, destaca Luciano Cabral, presidente da CBDU.

O Comitê Organizador de Kazan 2013 espera reunir mais de 10.500 atletas, com idade entre 17 e 28 anos, representando 170 países ao redor do mundo. Segunda maior competição poliesportiva do mundo, atrás apenas dos Jogos Olímpicos, a Universíada é palco para os jovens talentos do esporte.

Em Londres 2012, 154 atletas medalhistas em edições da Universíada participaram das Olimpíadas e conquistaram nada menos que 174 medalhas. “Isso mostra como as potências olímpicas utilizam a Universíada como palco e treino para os Jogos Olímpicos”, completa Luciano.

Com informações do site da CBDU e com adaptações do próprio autor.

Oslo anuncia oficialmente que vai ser postulante aos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022


O COI nem anunciou a cidade sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 2022,mas,já temos cidades pensando em 2022.

Na data de ontem,tivemos conhecimento da primeira postulante aos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022
Oslo,capital da Noruega é a primeira postulante oficial para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022.


Vai ser a primeira vez desde 1994,que a Noruega vai ser candidatar para os Jogos Olímpicos.


A cidade decidiu ser postulante para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno de 2022,e tentar trazer pela terceira vez,as Olimpíadas de Inverno para a Noruega.A decisão foi tomada pela prefeitura de Oslo ontem.

A maioria dos vereadores de todos os partidos na Assembleia Municipal de Oslo incluindo  Partido Conservador, o Partido Progressista do Trabalho, o Partido Liberal e o Partido Democrata Cristão, votaram hoje para prosseguir com a candidatura.


Estima-se que ele iria custar até NOK30 bilhões  de coroas norueguesas (£3.3 bilhões/US$5.2 bilhões/3.9 bilhões/R$ 17 bilhões)para organizar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos em Oslo.


Com um conceito “Jogos na Cidade”,Oslo deseja sediar um evento ultra-compacto e urbano,com os jogos no perímetro urbanho.Oslo irá ter ninguém menos do que Lillehammer como sub-sede nos eventos do esqui alpino e de gelo (bobsleigh,luge e skeleton).


Oslo é a única capital do mundo que pode sediar todas as disciplinas Olímpicas de Inverno,com pouquíssimas exceções ,dentro da cidade.”Estamos convidando o mundo para conhecer Oslo e mostrar que os Jogos de Inverno podem ser realizados com desenvolvimento urbano,comenta o prefeito de Oslo,” Stian Berger Røsland.

Ultra-compacto e Urbano

O conceito de Oslo,que é o “Jogos na Cidade”,envolve a cidade de Oslo por inteiro.As arenas estão em volta da cidade,todas localizadas a menos de 15 minutos da Vila Olímpica,as celebrações públicas serão no centro da cidade,enquanto que as arenas dos eventos de gelo estão prontas e em uso.

Oslo sediou o Eurovision Song Contest,duas vezes em 1996 e em 2010.A primeira foi no Spektrum,a tradicional sede dos eventos do hóquei no gelo na cidade e a segunda na gigantesca Telenor Arena,no subúrbio de Bærum ,a maior arena do mundo em capacidade.Cabem mais de 30 mil pessoas sentadas ali .



Oslo e Lillehammer

Em 2022,irão se completar 70 anos desde as Olimpíadas de Inverno de 1952,que foram realizadas na cidade e pela primeira vez na história a Noruega chegava ao primeiro lugar no quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos,posição que se repetiria em 2002.Vão também se completar 28 anos desde que a chama olímpica foi novamente acesa no país em Lillehammer em 1994.Agora Oslo quer sediar os jogos novamente,e criar momentos para uma nova geração.Oslo 2022 será construída em tradições e experiências consolidadas,e irá cooperar de uma forma sustentável com uma parceria com Lillehammer sendo sede das disciplinas do esqui alpino em Kvitfjell/Hafjell, incluindo o bobsleigh,o luge e o skeleton.

O mundo inteiro conhece Lillehammer depois do sucesso dos Jogos Olímpicos de Inverno de 1994.Em 2016,Lillehammer terá essa experiência de novo com os Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude,e os noruegueses entendem que essas experiências irão contribuir para algo inédito na história das Olímpiadas,quando duas sedes anteriores irão se fundir em um só evento,que será de caráter intimista e espetacular em 2022, diz o vice prefeito de Oslo e chefe do departamento  de meio-ambiente da cidade,Ola Elvestuen.



Um ano de intensas preparações

No ano passado,a cidade de Oslo,fez preparações extensivas e gastou mais de 90 milhões de coroas noruegas (R$ 33 milhões) no desenvolvimento de todo o processo, seguindo os padrões internacionais e exigidos  com o processo de candidatura. Toda a comunidade esportiva norueguesa aprovou recentemente a ideia para sediar os Jogos. No dia 19 de junho, Oslo vai apresentar o seu pedido de garantias financeiras para o governo norueguês.

Uma pesquisa recente afirmou que 58 por cento dos moradores de Oslo são a favor de uma candidatura para os Jogos Olímpicos de Inverno, mas um referendo, marcado para coincidir com as eleições parlamentares no dia 9 de setembro, o que dará aos cidadãos a oportunidade de apoiá-la ou não, é vital.

- Estou muito otimista e acredito que nada pode nos impedir de prosseguir com o processo de licitação, diz o prefeito de Administração de Oslo, Stian Berger Røsland.

Do Around The Rings.com e do Insidethegames.biz

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Prefeito de Istambul teme perder Olimpíadas de 2020 por causa da Primavera Turca


O prefeito de Istambul, Kadir Topbas, expressou sua preocupação com os protestos que durante dois dias paralisaram sua cidade e teme que os incidentes possam afetar a candidatura para os Jogos Olímpicos de 2020. Em entrevista concedida ontem à noite à emissora NTV, o prefeito qualificou a retirada policial como "tardia demais" e se perguntou como explicar ao mundo o que aconteceu nos últimos dias em sua cidade.

Os protestos também praticamente repercutiram nas relações internacionais e econômicas da Turquia como a queda da bolsa de Istambul em 10,47% no dia seguinte após o inicio dos protestos.Os protestos também começaram a afetar o setor turístico na Turquia, onde 40% das reservas hoteleiras foram canceladas nos últimos dias na cidade de Istambul.

"Nos dois últimos dias, os hotéis em Taksim (ao redor da praça que aparece como epicentro das manifestações) e em Kadikoy (região de Istambul) começaram a ficar vazios. Os cancelamentos das reservas são de até 40%", advertiu nesta terça-feira a um jornal local Milliyet Timur Bayindir, presidente da União de Hotéis e Investidores Turísticos.

 O presidente desta organização assegura que vários países estão recomendando seus cidadãos a não viajar mais ao país  durante esse conflito.
Segundo Bayindïr, junho, que normalmente é muito rentável para o setor, poderá ser um mês de significativas perdas. Diante deste fato, a Federação de Proprietários de Hotéis assegura que os cancelamentos já chegam a 10% no país devido às imagens das manifestações transmitidas ao redor do mundo.

A Bolsa de Istambul está protagonizando o registro das perdas mais fortes desde 2001, com uma queda de 8%, enquanto a lira turca se desvalorizou tanto frente ao dólar como diante do euro.A situação também praticamente congela a candidatura do país para ingressar como membro da União Europeia.

"Como explicaremos as imagens que se refletiram, sem mais comentários, no mundo todo para mostrar os incidentes ocorridos em Istambul? Como vamos continuar a convidar os Jogos 2020 para Istambul? Acho que aqui todos perdemos alguma coisa", refletiu Topbas.
Istambul era considerada a grande favorita para os Jogos Olímpicos de Verão de 2020,e está junto com Madri e Tóquio na final do processo de seleção para organizar os Jogos e a decisão final será tomada dia 7 de setembro na 125 ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional (COI) em Buenos Aires.

O slogan da candidatura "Bridge Together" (Uma ponte, juntos) insiste no papel de Istambul como cidade capaz de unir diferentes culturas e visões através do diálogo e da convivência, imagem essa afetada pela violenta intervenção policial dos últimos dias.

Entendendo a situação

 A Turquia, país cuja população é majoritariamente muçulmana, é dirigida há mais de 10 anos por um partido do movimento islâmico, que segundo círculos laicos, tenta islamizar a sociedade turca.O Partido da Justiça e Desenvolvimento,recentemente aprovou leis polêmicas no Parlamento como a proibição da venda de bebidas alcoólicas durante a madrugada no país e uma lei que proíbe casais se beijarem nas ruas.O AKP considera-se um partido moderado e conservador, defensor de uma economia de livre mercado e do acesso da Turquia à União Europeia.Além da grande reforma urbana que o primeiro ministro Recep Tayyip Erdoğan,tem colocado a prática e estas leis estão na origem da contestação que sacode o país a alguns dias, com manifestantes que se mobilizam contra os ideais conservadores que tomam conta do país.

Foi em um pequeno espaço verde, com cerca de 600 árvores no coração do lado europeu de Istambul.

As primeiras manifestações aconteceram no parque Gezi para impedir a construção no local da réplica de uma caserna militar do império otomano, que deve abrigar um centro cultural, um centro comercial e, como Erdoğan ressaltou no domingo, uma mesquita.
"Podemos ver claramente a síntese entre o liberalismo e o islamismo do governo: de um lado ele fala em construir um grande centro comercial e, de outro, fala em construir uma esplêndida mesquita que simbolizará a glória da sociedade muçulmana", considera Simten Cosar, cientista político da Universidade de Hacettepe (Ancara).

 O símbolo ganha mais força pelo fato de o parque Gezi estar localizado nos arredores da Praça Taksim,aquele local que por décadas foi o local de manifestação de todas as lutas sociais. "Trata-se de transformar Taksim em um local mais conservador, mais capitalista. Trata-se de um acerto de contas com a corrente reformista", confirma o urbanista Murat Cemal Yalçintan, da Universidade Sinan.

O governo também lançou um projeto de construção de uma mega mesquita com uma capacidade de 30 mil lugares na colina de Camlica,o ponto mais alto da cidade, com vista panorâmica do Bósforo. E para além do parque Gezi e da construção de mesquitas, Erdoğan,  e seu Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP) têm outras ambições para Istambul,alegando que elas fazem parte do Plano Turquia 2023,um grupo de metas para a política do país,entre elas estar no grupo das 10 maiores economias do mundo,entrar para a União Europeia e transformar o país no quinto país mais visitado do mundo .Para isso,o governo turco também quer realizar grandes eventos no país.Nos anos recentes,tivemos a Copa do Mundo FIBA de Basquete de 2010,a Universíada de Inverno de 2011 em Erzurum.Estão também marcados os Jogos do Mediterrâneo deste ano em Mersin e o Campeonato Mundial de Basquete Feminino no ano que vem.Também estava no planejamento a UEFA Euro 2020,cujo o país foi candidato único.Mas,a recessão de 2008,forçou a UEFA a conduzir uma mudança no formato da edição de 2020,que não terá sede fixa.


Ao norte da cidade, o primeiro-ministro lançou oficialmente na semana passada a construção de uma terceira ponte ligando as duas margens do Bósforo, por um valor de cerca de US$ 3 bilhões. A função da ponte é de simbolizar as ambições econômicas e políticas do país,desafogando o tráfego no Bosfóro,cujas obras irão durar dois anos. A ponte que sugestivamente poderá ser chamar sugestivamente de Ponte Olímpica de Istambul deve integrar um gigantesco projeto, que inclui a construção do segundo aeroporto internacional - que poderá receber até 150 milhões de passageiros por ano a de espetacular canal ligando o Mar Negro ao Mar de Marmara para aliviar o Bósforo e de duas novas cidades, cada uma com um milhão de habitantes, às margens deste canal.

"O objetivo deste projeto é a abertura de novas terras para a construção", alerta Tayfun Kahraman, presidente da Câmara dos Urbanistas de Istambul, que instalou uma tenda no parque Gezi.

 "Na cidade, não há mais terras aptas à construção. É por isso que o Estado privatiza todos os terrenos públicos e aprova projetos gigantes de infraestrutura que devem permitir declarar novos terrenos construtíveis", acrescenta Kahraman, lamentando a provável destruição das florestas do norte de Istambul, "uma riqueza natural de importância vital para a cidade".

Por trás desses grandes projetos, como os mais discretos de reabilitação urbana, muitos denunciam o domínio de determinados grupos econômicos ligados ao AKP sobre a cidade. 
"Está claro que o projeto de reabilitação urbana não foi concebido para proporcionar melhores condições de moradia para as pessoas, mas para mudar de mãos alguns títulos de propriedade", comenta Sami Yilmaztürk, secretário-geral da Ordem dos Arquitetos de Istambul.

Ele lembra que, em muitos bairros "remodelados", os moradores mais pobres foram forçados a procurar uma nova casa nos arredores da cidade, dando lugar a uma população mais abastada, para a alegria das imobiliárias.

"Há muitos exemplos em Istambul, onde terrenos municipais foram vendidos e, em seguida, tiveram seu plano de ocupação da terra modificados para permitir a construção de grandes arranha-céus. Há enormes interesses financeiros, que envolvem grupos bem definidos", indica, por sua vez, Kahraman. "As pessoas estão conscientes e reagem muito fortemente a isso", diz o urbanista, considerando que "os moradores de Istambul querem tomar posse de sua cidade."

Das Agências Internacionais,com adaptações feitas pelo próprio autor.